e eu voltei.

Escrever é fácil. Sentir mais ainda. Difícil mesmo é publicar, gritar pro mundo que você também tem medo, tem saudade, tem lembranças. É se colocar como pequeno, como nada, um mero e simples ser humano. O sentir não estava mais sendo suficiente, o coração ao poucos (ou muitos) foi se tornando pequeno, a cabeça cheia. Lotada do vazio. Só sobra o restinho da insignificância, do medo de dizer que você tem uma voz também. O sábado a noite quando não é preenchido de festas open bar,  lota o caderno de letras soltas, de textos inacabados. Esse seria só mais um pra coleção se o tempo não estivesse passando rápido demais e apagando mais uma (boa) lembrança. Se não houvesse a necessidade de lembrar e relembrar. Se escrever não significasse entender. Se publicar não correspondesse a compartilhar. Se eu não tivesse que contar só mais uma história..

 

Deixo aqui meus sentimentos de uma madrugada em que precisei correr até o banheiro e vomitar palavras. Publico aqui, porque a privada já entupiu faz tempo.

 E eu voltei.

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