Gratidão, Ale.

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Eu desviei de muitos olhares por nunca ter me encontrado no reflexo de volta. Eu procurei por ninguém e todo mundo e ainda assim não conhecia quem eles eram ou o que poderiam ser. Ansiava por coisas que não sabia nem o nome. Queria borboletas no estômago, sem nem imaginar o quão violentas e perigosas elas poderiam ser. No fundo, bem no fundo, acreditava que tinha algo – algum amor – esperando por mim, mas não sabia como buscar.

Ainda assim, 1 ano atrás, eu encontrei quando nem preparada eu estava. Avistei o que eu não sabia que procurava e sem nem ter algum tipo de planta ou relação ou mapa. Chame isso de sorte, acaso, destino, coincidência ou a nomenclatura que quiser dar. Eu não ligo! Não me importo nem com o quão clichê e ingênua posso parecer. Na verdade, pouca coisa ainda e realmente importa depois que eu descobri tudo o que eu descobri. O mundo perdeu a graça e o mais doido é que eu conheci um outro tipo de mundo e um outro tipo de graça. E por mais piegas e bobo isso possa parecer, eu experimentei todo um universo e galáxias e céu e infinito através de um sorriso. Tem noção? Tudo isso por causa de um simples sorriso.

Te juro, ele é a cena mais bonita que já presenciei. Por um segundo, um breve segundo, quando eu o observo, o meu corpo e alma simplesmente se sintonizam. Por ele, eu me transbordo e recomponho e perco os sentidos e fico sem saber o caminho de volta pra casa. Só que foi nele também que descobri o que é casa. Foi o lugar que eu chamei de lar e fiz minha morada. Ele me fez experimentar sentimentos que até então achava exagero e alucinação qualquer de escritor ou poeta. E por ele eu até brinco de ser escritora ou poeta, só pra ver se ele finalmente entende tudo o que eu sinto. Então eu me pego escrevendo esses textos cheios de metáforas e coisas bregas e sensível demais porque é tanto sentimento que salta pra fora do peito.

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Depois dele e com ele, eu já não carrego mais o receio de falar em voz alta o que eu sou e o imenso que eu sinto. Ele me aceita – e ensinou a me aceitar – do jeitinho mais torto e engraçado e sincero que posso ser. Me fez ter orgulho das cicatrizes e marcas que carrego e que de alguma forma – louca – me trouxeram até aqui. E eu gosto muito do aqui. E eu gosto e amo ainda mais e muito e absurdo e infinito ele e de todas os significados e composições que ele trouxe pra mim. Ele se faz em vida e cor e amor todos os dias.

Foi nele que me encontrei no reflexo do brilho dos olhos e pude ser inteira e ainda assim ser dele. Com ele que aprendi que as borboletas da gente são turbulentas e intensas, mas que ainda assim elas nunca mentem. E foi com ele que eu descobri que tinha sim um amor de uma vida toda esperando justamente por mim, sentado na sarjeta  enquanto observava as mais belas estrelas.

(E o nosso ‘está-tudo-bem-?’ de um ano atrás se transformou em ‘ontem-hoje-e-até-a-eternidade-!’. Gratidão, Ale. E muito muito muito amor pra gente.)

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